Estabilidade não costuma virar manchete, mas é o que mais interessa a quem pensa em mudar a base de país. Nesta semana, ao completar três anos de governo, o Paraguai colocou números nesse pano de fundo: a pobreza caiu de 24% para 16% da população, a economia cresceu acima de 4% ao ano e o país gerou centenas de milhares de empregos. Para o brasileiro que estuda o Paraguai, o recado é de solidez.
Uma queda de pobreza rara na região
O dado mais forte é social. Segundo o balanço oficial, a pobreza recuou 8 pontos percentuais em três anos, de 24% para 16% da população. O próprio governo compara o ritmo com o de vizinhos: reduções parecidas levaram cerca de dez anos no Chile e cinco no Uruguai, conforme referências do Banco Mundial. Não é um detalhe de propaganda, e sim um indicador que costuma mudar devagar.
Crescimento acima de 4%, três anos seguidos
Por trás da queda da pobreza está o crescimento. O Paraguai encadeou três anos consecutivos de expansão econômica acima de 4%, um patamar alto para a América do Sul. Em 2025, segundo o governo, o crescimento paraguaio triplicou a média da região. É o mesmo cenário que sustentou a subida do país a grau de investimento pela Moody's e a revisão positiva de rating.
Emprego e o outro lado da conta
O crescimento apareceu no mercado de trabalho. O balanço aponta a geração de emprego para cerca de 242 mil pessoas no período, um número expressivo para um país de pouco mais de sete milhões de habitantes. Convém a honestidade de sempre: 16% de pobreza ainda é muito, e a informalidade segue alta. O ponto não é pintar um paraíso, e sim mostrar a direção da curva, que aponta para cima.
O que isso muda para quem pensa em morar aqui
Para o observador brasileiro, estabilidade é o ativo silencioso. Um país que cresce, reduz pobreza e gera emprego é um país onde a sua base fica mais previsível, do câmbio ao custo de vida. É parte do que aparece no guia sobre por que brasileiros se mudam para o Paraguai e no panorama da economia do Paraguai.
Vale a ressalva de sempre. Bons números macroeconômicos são um sinal de ambiente, não uma mudança nas regras. A residência segue o caminho normal, e a renda de fonte estrangeira continua, em regra, isenta com residência efetiva, algo que independe do ciclo econômico.
Pensa em usar o Paraguai como base? Fale com a gente para organizar residência e os próximos passos com calma.
Fontes oficiais: Presidência da República do Paraguai (balanço de três anos de governo); Banco Central do Paraguai; Banco Mundial; cobertura da imprensa paraguaia (La Nación, Última Hora, Infobae, agosto de 2026). Situação: agosto de 2026.

Sobre o autor
Yannick Schroth
Fundador · Consultor de residência no Paraguai
Vive em Assunção e acompanha brasileiros e portugueses no caminho até a residência, a cédula e uma estrutura fiscal eficiente no Paraguai.
Com apoio local de
Camila RodriguesEspecialista em emigração e relocação · Assunção
Vive em Assunção e acompanha os clientes no dia a dia do processo: documentos, cédula e os passos locais para se estabelecer no Paraguai.




