Tirar a residência no Paraguai é mais simples do que a maioria imagina, mas quase ninguém explica a ordem certa das coisas. O resultado aparece todo mês na Migraciones: gente que apostilou o documento errado, chegou em Assunção sem a tradução aceita e voltou para casa sem protocolo. Este guia coloca o processo na sequência real que funciona na prática, quais documentos você precisa, quanto custa em dólares, quantas viagens são de fato necessárias e como sair da residência temporária para a permanente com a cédula na mão.
A base é o trabalho com os parceiros locais que acompanham esses pedidos de residência na Migraciones, e o que você lê aqui já reflete as regras em vigor em 2026, incluindo a atualização das taxas e a exigência de solvência na etapa da residência permanente. Antes do passo a passo, um recado honesto: residência e cédula numa única viagem só dão certo com planejamento específico.
Isso exige agendar a biometria da cédula já para a primeira ida, com a emissão em via rápida. Sem esse arranjo, são duas idas, uma para protocolar e outra para a cédula, e planejar a mudança sabendo disso muda tudo.
Cuidado com promessas fáceis: veja como evitar golpes e escolher um despachante.
Como funciona a residência no Paraguai: temporária e permanente
O sistema paraguaio tem duas etapas bem definidas, e entender essa lógica antes de comprar passagem evita a maior parte dos erros. Primeiro vem a residência temporária, que vale por dois anos. A permanente não vem sozinha: exige um pedido próprio, que pode ser feito a partir do 21º mês, antes de vencerem os 24 meses da temporária.
A cédula de identidade paraguaia, emitida pela Polícia Nacional, é o documento local que abre banco, contratos, RUC, plano de saúde e praticamente todas as portas do dia a dia.
Quando a temporária se aproxima do fim, o caminho natural é convertê-la em permanente. A prórroga existe para a temporária da Ley 6984/2022, mas não para a temporária do Mercosul. Entender a diferença entre ampliar ou converter a residência ajuda a não perder o prazo certo.
A residência temporária não é um estágio de segunda categoria. Já a partir dela você recebe a cédula, pode abrir conta e organizar a vida no país. A diferença é que a permanente consolida o seu vínculo, reduz exigências de renovação e coloca a cidadania no horizonte. Para quem tem capital disponível existe ainda um atalho, o Investor Pass, que concede a residência permanente direta por investimento, sem passar pela fase temporária de dois anos. Voltamos a ele mais adiante, porque não é o caminho da maioria.
Se você ainda está na fase de decidir a mudança como um todo, e não só a papelada, vale ler antes o nosso guia completo de morar no Paraguai, que trata de custo de vida, cidades e adaptação. Aqui o foco é estreito de propósito: como conquistar a residência e a cédula, do primeiro documento ao cartão na carteira.
Documentos necessários para a residência no Paraguai
A residência no Paraguai começa muito antes do aeroporto, no cartório do seu país. Dois documentos formam o núcleo do pedido: a certidão de nascimento e a certidão de antecedentes criminais. Os dois precisam estar recentes e apostilados pela Convenção de Haia. Certidões de Portugal e de outros países vão ainda para o espanhol com tradutor público matriculado no Paraguai; as brasileiras em português dispensam essa tradução na Migraciones. Faltando apostila, tradução quando exigida ou validade, o protocolo trava.
A apostila é o ponto que mais confunde brasileiros e portugueses. Ela é feita no país de origem, em cartório autorizado ou na repartição competente, e certifica a autenticidade do documento para uso no exterior. Apostilar no lugar errado, ou apostilar a fotocópia em vez do original correto, é a causa número um de viagem perdida. Certidão de antecedentes costuma ter validade curta, então o timing importa: tirar cedo demais faz o documento vencer antes do protocolo.
Além do núcleo, você vai precisar do passaporte válido, de fotos no padrão exigido, do formulário de radicación e da declaração juramentada sobre a profissão ou atividade que você vai exercer no país. A partir dos 14 anos entram também dois certificados emitidos no Paraguai: o informe da Interpol e o Certificado de Antecedentes para Extranjeros da Policía Nacional. Conforme o perfil, some a certidão de casamento apostilada.
A lista exata pode mudar conforme o momento e a categoria migratória, por isso a fonte definitiva é sempre a própria Dirección Nacional de Migraciones. Confirme os requisitos atualizados antes de reunir tudo, porque um único item desatualizado custa semanas.
Se o seu país de origem exige visto para entrar no Paraguai, veja também a residência para quem precisa de visto, que trata desse caso específico.
Planejando sua mudança para o Paraguai? A ordem em que você prepara os documentos define se o processo leva semanas ou meses. Se quiser um roteiro sob medida para o seu perfil, agende uma conversa e a gente organiza a sequência com você.

Passo a passo: como tirar a residência e a cédula paraguaia
Este é o coração do processo. A sequência abaixo é a que funciona na prática e evita retrabalho. Cada passo depende do anterior, então respeitar a ordem não é preciosismo, é o que separa uma mudança tranquila de uma corrida contra prazos.
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Reúna e apostile os documentos de origem. No seu país, tire certidão de nascimento e certidão de antecedentes criminais atualizadas e apostile ambas pela Convenção de Haia. Confira validade e nomes exatamente como no passaporte. Este passo é feito antes de qualquer viagem e é onde mais gente erra.
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Providencie a tradução onde ela é exigida. Certidões de Portugal e de outros países precisam de tradução para o espanhol feita por tradutor público matriculado no Paraguai; versões feitas fora costumam ser recusadas no balcão. Certidões brasileiras em português dispensam esse passo na Migraciones. Deixe as versões em espanhol prontas antes de protocolar.
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Faça a primeira viagem e organize a base local. Na primeira ida a Assunção você reúne os últimos itens locais, define endereço e prepara o que a Migraciones pede no ato. É também o momento de conhecer o país onde vai estabelecer a sua residência, e não só despachar papel.
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Prepare a declaração juramentada de atividade. A lista oficial da residência temporária não pede comprovação de renda. O que ela pede, no ponto 10, é uma declaração juramentada sobre a profissão, a atividade ou o ofício que você vai exercer no Paraguai. Não confunda isso com a comprovação de solvência, que só aparece mais tarde, na conversão para a permanente.
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Protocole o pedido na Migraciones e pague os aranceles. Com os documentos apostilados e, quando exigido, traduzidos, você entra com o pedido de residência temporária e paga as taxas oficiais, atualizadas pela Resolución 478/2026, que passou a valer em 1º de julho de 2026. Logo no início desse trâmite você recebe a Residencia Precaria, um documento provisório que legitima a sua permanência no país enquanto o pedido é analisado. Guarde todos os comprovantes de protocolo.
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Acompanhe a análise e receba a aprovação. A Migraciones faz as checagens de praxe e emite a resolução da residência temporária. Esse intervalo é normal e varia conforme a demanda; ter acompanhamento local ajuda a responder rápido a qualquer exigência complementar.
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Solicite a cédula de identidade. Com a residência aprovada, você pede a cédula no Departamento de Identificaciones da Polícia Nacional, que é quem a emite; a Migraciones cuida só da residência. A biometria exige a sua presença física: se ela foi agendada para a primeira ida, com a emissão em via rápida, tudo cabe numa viagem; se não, aqui entra a segunda. A lista de documentos dessa etapa está fixada na Resolución 717/2026 da Polícia Nacional, detalhada na notícia sobre os dez requisitos da cédula para estrangeiros.
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Peça a permanente no prazo. O pedido de permanente pode ser apresentado a partir do 21º mês de temporária e precisa entrar antes de os 24 meses vencerem; com a aprovação, você atualiza a cédula. Quem ainda não quer ou não pode comprovar solvência tem a alternativa da ampliação da temporária por mais dois anos. É o passo que consolida o seu status e destrava o caminho até a cidadania.
Para nômades digitais e trabalhadores remotos, que costumam agendar as viagens em torno de projetos, vale ler o que preparamos no hub para nômades digitais, onde tratamos da logística de ir e vir sem travar o trabalho.
Solvência e novos aranceles: o que mudou em 2026
Duas mudanças recentes merecem atenção especial porque afetam diretamente o seu protocolo. A primeira é a comprovação de solvência da Resolución 407/2026, aplicável aos trâmites protocolados a partir de 6 de julho de 2026. Aqui vale ser preciso, porque a confusão é generalizada: ela alcança a residência permanente, não a temporária. A lista oficial da temporária não traz nenhum comprovante de renda. A forma exata de comprovar depende do seu perfil, e dá tempo de montar essa documentação com calma ao longo dos dois anos de temporária.
A segunda mudança é a atualização das taxas de Migraciones pela Resolución 478/2026, em vigor desde 1º de julho de 2026. Os novos aranceles reorganizam os valores cobrados ao longo do processo. Como toda tabela oficial, ela é definida em guaranis e revisada de tempos em tempos, então o número que importa para o seu orçamento é sempre o vigente no dia do protocolo, não uma referência antiga que circula em fóruns.
Para aposentados e pensionistas, isso tende a ser um alívio duplo: a temporária não pede prova de renda, e quando a solvência entra em cena, na permanente, a fonte é previsível e documentável. Se esse é o seu caso, o hub para aposentados reúne orientações específicas sobre como estruturar a documentação de renda.
Custos oficiais da residência no Paraguai em USD
Falar de custo com honestidade exige separar duas coisas. De um lado estão as taxas oficiais, cobradas em guaranis: as da Migraciones, reajustadas pela Resolución 478/2026, e a de emissão da cédula na Policía Nacional. Só o arancel da Migraciones para a temporária pela Ley 6984/2022 equivale a 25 jornales mínimos, 2.926.925 guaranis, perto de $500 (pelo Acordo do Mercosul ele é um pouco menor), e a permanente cobra o mesmo valor mais tarde. Somam-se a taxa da cédula, o informe da Interpol e, quando necessário, o escribano.
De outro lado, e quase sempre maior, estão os custos que não aparecem na tabela: apostilas, traduções juramentadas, passagens, hospedagem durante as viagens e, se você optar por delegar, o acompanhamento profissional.
Como as taxas são cobradas em moeda local, o valor em dólar oscila com o câmbio. Isso cria um risco pequeno mas real: o total que você calcula hoje pode não ser o total que paga daqui a três meses. A recomendação prática é fazer o planejamento inteiro em USD, reservar uma folga de câmbio (um colchão de alguns pontos percentuais sobre a estimativa) e não travar o orçamento no valor exato de uma tabela que pode ter mudado.
Vale lembrar que o custo da residência é diferente do custo de viver no país depois dela. Em Assunção, um padrão confortável para uma pessoa gira em torno de $1.200 a $1.600 por mês, valores ilustrativos que dependem de bairro, estilo de vida e câmbio.
Prazos reais da residência e da cédula no Paraguai
A pergunta que todo mundo faz é quanto tempo leva, e a resposta honesta é: depende principalmente de você. A parte que está no seu controle, reunir, apostilar e traduzir os documentos de origem, é a que costuma consumir mais tempo e a que mais atrasa quem começa sem checar os requisitos. Com a papelada pronta e correta, a fase local anda em um ritmo bem mais previsível.
Depois do protocolo, a análise da residência temporária corre dentro dos prazos da Migraciones e pode variar com a demanda do período e com eventuais exigências complementares. A emissão da cédula é uma etapa à parte, com a sua própria fila, e por depender da sua presença física puxa uma segunda viagem sempre que a biometria não é feita na primeira.
Como referência, e sempre variando conforme o caso: a preparação de documentos no seu país costuma levar de 5 a 7 semanas. Sem aceleração, a análise do Carnet na Migraciones dura cerca de 3 a 4 meses e a cédula sai de 1 a 2 meses depois dele; com a aceleração do Carnet, contratada à parte, essa análise cai para cerca de 30 a 45 dias.
Por isso as faixas totais dependem do roteiro. Com duas viagens, contando a marcação da segunda ida, o processo completo até a cédula costuma fechar entre 5 e 7 meses. No roteiro de uma viagem só, o total fica entre 3 e 4 meses, porque a biometria já corre na primeira ida e a cédula segue em via rápida. São faixas de referência, não promessas.
A solvência não entra nessa conta, porque ela pertence à etapa da permanente, dois anos adiante.
O erro mais caro em relação a prazo é subestimar a etapa de origem e chegar ao Paraguai com o relógio já correndo. Quem prepara os documentos com folga chega para protocolar, não para descobrir o que faltou.
Da residência temporária à permanente e à cédula definitiva
A transição da temporária para a permanente é o momento em que a sua vida no Paraguai deixa de ser um projeto e vira um status estável. Mantidos os requisitos, o pedido de permanente pode ser apresentado a partir do 21º mês de temporária, antes de os dois anos vencerem. A permanente não tem prazo de validade; o carnet é renovado a cada dez anos, e a cédula passa a refletir o novo status.
A cédula acompanha o seu status migratório, mas resolve a vida prática desde cedo. Já na temporária você usa o documento para abrir conta em banco local, assinar contratos, obter RUC e contratar plano de saúde. A permanente não muda o que a cédula faz no balcão; ela reduz a burocracia de manutenção e é o degrau necessário antes da cidadania.
Uma coisa a cédula sozinha não faz: colocar você no registro eleitoral. A inscrição para votar nas municipais é um pedido separado, com prazo próprio e uma ressalva legal para quem mantém direito de voto em outro país, como explicamos na notícia sobre as eleições municipais de 4 de outubro.
Para quem tem capital e quer pular a fase de dois anos, o Investor Pass concede residência permanente direta por investimento. Os patamares começam em 70.000 USD na modalidade produtiva, com plano de negócios e ao menos cinco empregos formais, e seguem em 150.000 USD no turismo, também com plano de negócios, e 200.000 USD em aplicações financeiras ou em imóveis que não sejam de uso próprio. É um caminho para um perfil específico; como ele se compara à rota padrão mostra o artigo Investor Pass ou caminho regular.
Quem tem o vínculo conta ainda com uma via de permanente direta pelo casamento com um(a) paraguaio(a), sem a fase temporária de dois anos.
Presença mínima e residência fiscal efetiva
Aqui mora uma confusão que custa caro se ignorada: manter a residência migratória e sustentar a residência fiscal são coisas diferentes, com regras diferentes. Do lado migratório, a exigência é baixa, mas tem forma jurídica precisa. Os artigos 54 e 55 da Ley 6984/2022, cujo procedimento foi fixado pela Resolución DNM 376/2026, tratam o tema como ausência máxima, não como visita anual: a temporária cai depois de mais de um ano fora sem reingresso, e a permanente depois de três.
O relógio é corrido, começa a correr na saída registrada no controle migratório e volta a zero em cada entrada. Quem prevê uma ausência maior tem uma saída legal, e vale usá-la: pedir antecipadamente à Migraciones uma autorização de ausência, que tem prazo próprio de apresentação e não pode ser deixada para a última hora.
O lado fiscal é outra história. O Paraguai adota o princípio territorial, o que significa que, para quem tem residência fiscal efetiva, a renda de fonte estrangeira fica, em princípio, sujeita a 0% de imposto local. Mas esse benefício não nasce da cédula: nasce da presença real e da comprovação de que o Paraguai é o seu centro de vida. A referência prática costuma girar em torno de 120 dias por ano no país.
Documento sem presença não sustenta a isenção, e prometer 0% só com um cartão na carteira é onde muita gente se enrola.
Entender essa diferença é o que separa uma mudança sólida de uma frágil. Se o seu interesse principal é o lado tributário, leia com calma o nosso guia sobre o imposto no Paraguai sobre a renda do exterior, porque a residência é a base, mas a residência fiscal efetiva é o que de fato entrega o benefício. E lembre-se sempre de verificar as regras do seu país de origem com um profissional, já que a saída e a renda que fica para trás seguem lógica própria em cada lugar.

O caminho até a cidadania paraguaia em cerca de 5 anos
A cidadania paraguaia não é obrigatória, mas é o horizonte natural para quem constrói uma vida definitiva no país. Depois de passar pela residência permanente e cumprir os requisitos de presença e integração, a naturalização costuma entrar em cena por volta de cinco anos de vida no Paraguai. Além do tempo de residência e da presença física, o processo de naturalização costuma exigir exames de espanhol, de história do Paraguai e de conhecimentos políticos e constitucionais básicos, então vale se preparar com antecedência se esse é o seu objetivo.
É um passo opcional, e boa parte dos residentes permanece apenas como permanente, o que já garante a cédula e o acesso pleno aos serviços locais.
Para quem segue até lá, a cidadania traz benefícios adicionais, do passaporte paraguaio à consolidação total do vínculo com o país. O ponto a reter é que ela é a última estação de uma jornada que começa lá atrás, na certidão apostilada: cada etapa bem feita aproxima esse objetivo, e cada atalho mal planejado o afasta.
Erros comuns ao pedir a residência no Paraguai
Os tropeços que mais atrasam a residência no Paraguai são quase sempre os mesmos, e todos evitáveis. O primeiro é a apostila feita no lugar errado ou sobre o documento errado, que só é descoberta no balcão da Migraciones, longe demais para consertar rápido. O segundo é a tradução: quando ela é exigida, como nas certidões portuguesas, versões feitas fora do país sem tradutor matriculado no Paraguai costumam ser recusadas, obrigando a refazer tudo já em Assunção.
O terceiro erro é de timing, tirar a certidão de antecedentes cedo demais e deixá-la vencer antes do protocolo, ou o contrário, deixar tudo para a última hora e chegar sem margem. O quarto, cada vez mais comum em 2026, é o inverso: montar um dossiê financeiro para a temporária porque alguém leu que a Resolución 407/2026 exige solvência, e perder semanas com documentos que ninguém vai pedir nessa etapa.
E o quinto é de expectativa: contar com uma única viagem sem ter agendado a biometria da cédula para essa ida e descobrir, tarde, que será preciso voltar.
A defesa é sempre a mesma: preparar a origem com cuidado e confirmar os requisitos atuais antes de viajar.
Quando contratar acompanhamento para a residência no Paraguai
Dá para fazer o processo de residência sozinho? Sim, para quem tem espanhol confortável, tempo e disposição para lidar com a burocracia local. Muita gente faz. A questão real não é se dá, e sim quanto vale o seu tempo e qual o custo de um erro que exige refazer documentos e comprar outra passagem. É esse cálculo, e não o preço isolado, que decide se compensa delegar.
Para quem prefere apoio, as opções vão do enxuto ao completo. O Pacote Light, por $600 em preço de ação (valor normal $875), é para quem reúne os próprios documentos e quer orientação nos pontos críticos: uma hora de consultoria por vídeo, conferência dos papéis, coordenação das traduções (cujo custo fica com você, assim como as taxas oficiais) e um gestor presente nos compromissos da Migraciones.
O Pacote Standard, por $1.400 em preço de ação (valor normal $2.100), cobre a residência e a cédula com as traduções juramentadas, as taxas oficiais e o apoio na busca de moradia; os contratos de aluguel ficam para o advogado parceiro revisar. O Pacote Premium, por $2.400 em preço de ação (valor normal $2.600), agrupa os compromissos numa única viagem, com a cédula em via rápida, e já inclui a inscrição no RUC.
O acompanhamento até a residência permanente é serviço adicional, não faz parte de nenhum pacote. Há ainda o Investor Pass, com preço sob consulta, para o caminho de residência permanente direta por investimento.
A partir do Pacote Standard, as taxas oficiais no Paraguai, de Migraciones e de cédula, já estão incluídas; no Light elas ficam por sua conta. A apostila feita no seu país de origem é paga separadamente em qualquer caso, e o pagamento costuma seguir a estrutura de 50% na contratação e 50% ao receber a Residencia Precaria.
Qual encaixa depende de três coisas: o seu nível de espanhol, o seu prazo e o quanto você quer delegar. Quem tem idioma e agenda flexível costuma se bastar com o Pacote Light; quem quer chegar, protocolar e sair sem retrabalho tende ao Pacote Standard; e quem prefere resolver tudo numa viagem só, com o RUC já incluído, olha para o Premium.
Perguntas frequentes sobre a residência no Paraguai
Quanto tempo leva para conseguir a residência no Paraguai?
Depende sobretudo da preparação dos documentos de origem, que é a parte mais demorada. Com as certidões já apostiladas, e traduzidas quando preciso, o processo completo até a cédula costuma levar de 5 a 7 meses com duas viagens e de 3 a 4 meses no roteiro de uma viagem só.
Quais documentos são necessários para a residência no Paraguai?
O núcleo são a certidão de nascimento e a certidão de antecedentes criminais, ambas apostiladas. As de Portugal e de outros países seguem com tradução por tradutor público matriculado no Paraguai; as brasileiras em português dispensam tradução na Migraciones. Some passaporte válido, fotos no padrão, formulário de radicación, a declaração juramentada de atividade e, a partir dos 14 anos, os certificados da Interpol e da Policía Nacional. A lista exata pode variar por perfil, então confirme os requisitos atuais antes de reunir tudo.
Preciso ir ao Paraguai mais de uma vez para tirar a cédula?
Não necessariamente. A emissão da cédula depende da sua presença física para a biometria. Quando ela é agendada já na primeira ida, com a cédula em via rápida, residência e cédula cabem numa viagem, em cerca de 3 a 4 meses no total. Sem esse agendamento, são duas idas, uma para protocolar e outra para a cédula, e o processo leva de 5 a 7 meses. Decidir o roteiro cedo evita ajustes de última hora na agenda.
Qual a diferença entre residência temporária e permanente no Paraguai?
A residência temporária vale dois anos e é cancelada se você passar mais de um ano seguido fora do país. A permanente exige pedido próprio, a partir do 21º mês e antes de a temporária vencer, e a alternativa é ampliar a temporária por mais dois anos. Com a permanente, o teto de ausência sobe para três anos, sempre contados da última saída registrada. A cédula já destrava banco e contratos na temporária; a permanente consolida o status e abre o caminho da cidadania.
Quanto custa a residência no Paraguai em 2026?
Pela Resolución 478/2026, a Migraciones cobra 25 jornales mínimos pela temporária, perto de $500, e o mesmo valor depois pela permanente; a taxa da cédula, a Interpol e o escribano vêm por fora. O peso maior costuma vir de apostilas, traduções, passagens, hospedagem e, se você delegar, do acompanhamento profissional. Como as taxas são cobradas em guaranis, planeje em USD e reserve uma folga de câmbio para a variação ao longo do processo.
A Resolución 407/2026 exige comprovar solvência já na residência temporária?
Não. Ela vale para a residência permanente, nos trâmites protocolados a partir de 6 de julho de 2026, e organiza a prova de meios de vida em 12 categorias. A lista oficial da temporária não pede comprovante de renda, apenas uma declaração juramentada sobre a atividade que você vai exercer. Vale entender a hierarquia das normas: a base legal é a Ley 6984/2022, a Lei de Migrações do Paraguai, e o detalhe da solvência vem na Resolución 407/2026.
A forma de comprovar depende do seu perfil e pode envolver renda, poupança ou investimento. Não existe um investimento mínimo obrigatório, mas atenção: isso não significa ausência de prova. Organize essa documentação durante a fase temporária, porque sem ela o pedido de permanente não avança.
Quantos dias por ano preciso ficar no Paraguai?
Para o status migratório, a pergunta certa é outra: quanto tempo você pode ficar fora. A lei cancela a temporária depois de mais de um ano fora sem reingresso e a permanente depois de três, sempre em contagem corrida a partir da última saída registrada. Sustentar residência fiscal efetiva é outra coisa, com referência prática em torno de 120 dias por ano e o Paraguai como seu centro de vida. São regras diferentes, e convém planejar as duas separadamente.
Quando posso pedir a cidadania paraguaia?
A cidadania costuma entrar no horizonte por volta de cinco anos de vida no país, depois de passar pela residência permanente e cumprir os requisitos de presença e integração, além de exames de espanhol, história e conhecimentos de política e da Constituição. É um passo opcional: muita gente permanece só como residente permanente, o que já garante a cédula e o acesso completo aos serviços locais, sem necessidade de naturalizar.
Estabelecer a sua residência no Paraguai é, no fim, uma questão de ordem: origem bem preparada, protocolo, cédula e, no tempo certo, a conversão para permanente com a solvência que ela exige. Se você quer percorrer esse caminho sem viagens perdidas nem documentos recusados, fale com a gente e montamos o roteiro do seu pedido a partir do seu perfil.
Aviso: Este artigo é informação geral e não constitui aconselhamento fiscal, jurídico ou de investimento. O marco legal no Paraguai e no seu país de origem pode mudar. Consulte um profissional para o seu caso.
Fontes oficiais: as informações desta página baseiam-se em fontes oficiais paraguaias. Como as regras mudam, confirme sempre os dados atuais diretamente em: Dirección Nacional de Migraciones e Policía Nacional. Situação: setembro de 2026.

Sobre o autor
Yannick Schroth
Fundador · Consultor de residência no Paraguai
Passa temporadas regulares no Paraguai e acompanha, junto com a equipe em Assunção, brasileiros e portugueses no caminho até a residência e a cédula.
Com apoio local de
Camila RodriguesEspecialista em emigração e relocação · Assunção
Vive em Assunção e acompanha os clientes no dia a dia do processo: documentos, cédula e os passos locais para se estabelecer no Paraguai.




