Não são só os brasileiros que olham para o Paraguai. Nesta semana, uma missão comercial argentina desembarcou em Assunção com 57 empresas do setor de alimentos e bebidas e uma delegação de cerca de 93 empresários e autoridades. O objetivo vai além de fechar vendas: várias firmas estudam abrir operação no país.
Uma delegação grande e concreta
A missão foi organizada pela chancelaria e pela embaixada argentina, com apoio de câmaras de comércio, e ocupou a agenda de negócios de Assunção em 12 e 13 de agosto. São 57 empresas e cerca de 93 participantes entre empresários e autoridades, um dos maiores desembarques comerciais argentinos recentes no país. A leitura de fundo é simples: o Paraguai virou vizinho difícil de ignorar.
Do vinho ao azeite
O leque de setores mostra o apetite. Vieram empresas de alimentos processados e congelados, óleos, arroz, açúcar, grãos e legumes, azeitonas, castanhas, amendoim, laticínios, orgânicos e produtos gourmet. Chama atenção a presença do setor vitivinícola, com 13 vinícolas na comitiva. É gente buscando compradores e distribuidores, mas também sondando o terreno para algo mais duradouro.
Não só vender, mas ficar
O ponto mais relevante é esse. Segundo a imprensa local, parte das empresas não quer apenas exportar para o Paraguai, e sim se instalar aqui, atraída pelo dinamismo do mercado e pelos incentivos fiscais. É o mesmo cálculo que move tantos brasileiros: produzir e operar de um país com carga tributária baixa e custo competitivo. Quem chega a esse ponto costuma começar pelo básico, abrir empresa no Paraguai e entender a economia local.
O que isso diz sobre o Paraguai
Para o observador brasileiro, o recado é indireto, mas claro: quando argentinos e brasileiros disputam espaço no mesmo mercado vizinho, é porque a conta fecha. O país se firma como praça regional de negócios, algo que também aparece no comércio de fronteira e nos acordos com estados brasileiros.
Convém a ressalva de sempre: incentivo fiscal para empresa local é uma coisa, e o princípio territorial para a sua renda pessoal é outra. As regras de residência não mudam, e a renda de fonte estrangeira segue, em regra, isenta com residência efetiva.
Pensa em levar seu negócio ou se mudar para o Paraguai? Fale com a gente para organizar residência, estrutura e os próximos passos com calma.
Fontes oficiais: Chancelaria e Embaixada da Argentina no Paraguai; Câmara Argentina de Comércio (CAC); cobertura da imprensa paraguaia (Última Hora, La Nación, Revista PLUS, agosto de 2026). Situação: agosto de 2026.

Sobre o autor
Yannick Schroth
Fundador · Consultor de residência no Paraguai
Vive em Assunção e acompanha brasileiros e portugueses no caminho até a residência, a cédula e uma estrutura fiscal eficiente no Paraguai.
Com apoio local de
Camila RodriguesEspecialista em emigração e relocação · Assunção
Vive em Assunção e acompanha os clientes no dia a dia do processo: documentos, cédula e os passos locais para se estabelecer no Paraguai.




