Se você é brasileiro e pensa no Paraguai, um dado recente confirma que não está sozinho: o Brasil é hoje o maior investidor estrangeiro no país vizinho. É o que mostram os números do Banco Central do Paraguai sobre o investimento estrangeiro direto, que colocam o Brasil na liderança, seguido por Estados Unidos e Holanda.
Brasil na frente, com EUA e Holanda logo atrás
O investimento estrangeiro no Paraguai vem de 68 países, mas a proximidade e a integração produtiva fazem do Brasil o nome de maior peso. Não é só grande empresa: parte relevante desse fluxo vem de empresários brasileiros que cruzam a fronteira e montam operação no país, movimento que já rendeu, segundo a imprensa local, cerca de US$ 1 bilhão de investimentos ligados a esse êxodo empresarial nos últimos anos.
Onde o dinheiro entra
O perfil do investimento diz muito sobre a economia paraguaia. O motor principal são os serviços: comércio atacadista e varejista, telecomunicações e serviços de informação, transporte (com destaque para o fluvial, ligado à hidrovia) e serviços imobiliários. Somam-se a eles a produção de carne e a intermediação financeira. É uma estrutura cada vez mais diversificada, e não apenas dependente do agro.
Um estoque de US$ 10,3 bilhões
Os números de fundo impressionam para o tamanho do país. Em 2024, o ingresso bruto de investimento direto passou de US$ 3,29 bilhões, e o saldo líquido do ano ficou em US$ 931 milhões, uma alta de 15% sobre 2023. Com isso, o estoque acumulado de investimento estrangeiro no Paraguai chegou a cerca de US$ 10,3 bilhões, também com crescimento de 15% no ano.
O que isso diz para o investidor brasileiro
Para quem olha o Paraguai de fora, o recado é de validação. Quando o capital brasileiro lidera e se espalha por comércio, imóveis e serviços, o país deixa de ser aposta de nicho e vira destino consolidado. Vale conhecer os caminhos concretos, do agronegócio ao mercado de imóveis, com o pano de fundo da economia do Paraguai.
Fica a ressalva de sempre: nenhum recorde de investimento muda o princípio territorial nem as regras de residência, e a renda de fonte estrangeira segue, em regra, isenta com residência efetiva. O que os dados mostram é o ambiente, cada vez mais movimentado, o mesmo que sustenta o plano de dobrar a economia até 2035.
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Fontes oficiais: Banco Central do Paraguai (Inversión Directa 2024); cobertura da imprensa econômica paraguaia (ABC Color, Última Hora, Revista PLUS, Forbes Paraguay, agosto de 2026). Situação: agosto de 2026.

Sobre o autor
Yannick Schroth
Fundador · Consultor de residência no Paraguai
Vive em Assunção e acompanha brasileiros e portugueses no caminho até a residência, a cédula e uma estrutura fiscal eficiente no Paraguai.
Com apoio local de
Camila RodriguesEspecialista em emigração e relocação · Assunção
Vive em Assunção e acompanha os clientes no dia a dia do processo: documentos, cédula e os passos locais para se estabelecer no Paraguai.




