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Carne paraguaia exporta menos volume, mas o preço salva a receita em 2026
Vida no Paraguai

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Carne paraguaia exporta menos volume, mas o preço salva a receita em 2026

A carne bovina do Paraguai caiu 24,6% em volume no primeiro semestre, mas o preço médio subiu para US$ 6.915 a tonelada e segurou a receita. Chile e Israel puxam a demanda.

Yannick SchrothYannick Schroth
4 min de leitura

A carne paraguaia viveu um primeiro semestre de aparente contradição: exportou bem menos, mas faturou quase o mesmo. Entre janeiro e julho de 2026, o país embarcou cerca de 162,6 mil toneladas de carne bovina, uma queda de 24,6% no volume frente a 2025, enquanto o preço médio subiu com força. É a fotografia de um setor que perdeu quantidade e ganhou valor.

Menos volume, preço mais alto

Os números do Senacsa, o serviço veterinário oficial, contam a história. O volume caiu de cerca de 215,7 mil para 162,6 mil toneladas, mas o valor FOB recuou bem menos, de US$ 1,24 bilhão para US$ 1,12 bilhão, uma perda de apenas 9%. O motivo está no preço: a tonelada exportada saltou de US$ 5.727 para US$ 6.915, uma alta de mais de 20%. Vender menos quilos a um preço bem maior amorteceu o baque.

Chile e Israel puxam a demanda

O destino da carne também diz muito sobre o momento. O Chile seguiu como o principal comprador, com cerca de 50 mil toneladas e algo em torno de US$ 352 milhões, seguido por Israel, com 26 mil toneladas e US$ 212 milhões. Estados Unidos e Taiwan completam a lista dos maiores mercados. São compradores que pagam bem pela proteína paraguaia, o que ajuda a explicar por que a receita resistiu mesmo com menos volume embarcado.

Julho reverte o semestre fraco

Há um sinal de virada. Só em julho, o Paraguai exportou cerca de 30,2 mil toneladas de carne bovina por US$ 223 milhões, o melhor desempenho mensal do ano tanto em volume quanto em receita. Somando todos os produtos de origem animal, incluindo a carne avícola, que cresceu perto de 80%, as exportações do setor chegaram a US$ 1,44 bilhão no acumulado. O segundo semestre começa com mais fôlego.

O que isso diz sobre o agro paraguaio

Para quem olha o Paraguai pelo agro, a leitura é de resiliência. A pecuária é uma das âncoras da economia do Paraguai, ao lado da soja, que teve safra recorde, e mostrou capacidade de proteger a receita quando o volume cai, graças a mercados que valorizam a qualidade.

É o mesmo pano de fundo que atrai produtores brasileiros à terra e à criação no país, tema dos guias sobre agronegócio no Paraguai e comprar terra e fazenda. Nada disso muda as regras de residência, mas reforça por que o campo pesa tanto na conversa sobre investir aqui.

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Fontes oficiais: Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal (Senacsa); Banco Central do Paraguai; cobertura da imprensa econômica e rural paraguaia (ABC Rural, Última Hora, La Nación, agosto de 2026). Situação: agosto de 2026.

Retrato de Yannick Schroth, Fundador · Consultor de residência no Paraguai

Sobre o autor

Yannick Schroth

Fundador · Consultor de residência no Paraguai

Vive em Assunção e acompanha brasileiros e portugueses no caminho até a residência, a cédula e uma estrutura fiscal eficiente no Paraguai.

Retrato de Camila Rodrigues, Especialista em emigração e relocação · Assunção

Com apoio local de

Camila RodriguesEspecialista em emigração e relocação · Assunção

Vive em Assunção e acompanha os clientes no dia a dia do processo: documentos, cédula e os passos locais para se estabelecer no Paraguai.

Tags:AtualAgronegócioEconomia

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