O Paraguai está de novo debaixo da lupa das agências de risco, e desta vez quem fala é a Fitch. No fim de julho de 2026, a Fitch iniciou a sua revisão anual da nota de crédito do país, após reunião com o presidente Santiago Peña e representantes dos setores público e privado. A pergunta no ar é uma só: vem o terceiro grau de investimento?
Fitch mantém o Paraguai em BB+ com perspectiva positiva
Hoje a Fitch classifica o Paraguai em BB+ com perspectiva positiva, um degrau abaixo do grau de investimento. A perspectiva subiu de estável para positiva em outubro de 2025, a primeira melhora em sete anos, justificada por crescimento sólido, disciplina fiscal e reservas robustas. A revisão atual reúne dados e reuniões antes de a agência decidir se sobe a nota.
Os fundamentos que a Fitch observa são conhecidos: inflação sob controle, déficit fiscal baixo, reservas internacionais sólidas, uma carteira de investimentos forte e a redução gradual da dívida em moeda estrangeira. É o mesmo pano de fundo que detalhamos no guia sobre a economia do Paraguai.
O que seria o terceiro grau de investimento
O Paraguai já tem o grau de investimento de duas das três grandes agências: a Moody's, que o concedeu em 2024 e o ratificou em julho de 2026, e a S&P, com nota BBB-. Cobrimos a confirmação da Moody's na notícia sobre o grau de investimento pela Moody's.
Se a Fitch acompanhar, o país passa a ter o selo das três, algo raro na região. Na prática, o grau de investimento barateia o crédito para o Estado e para as empresas, atrai capital de fundos que só aplicam em países bem avaliados e reforça a fama de estabilidade que o Paraguai vem construindo.
O que isso muda para quem pensa em se mudar
Vale a ressalva de sempre. A nota de uma agência é um sinal macroeconômico, não um benefício que muda a sua vida amanhã. Ela não altera o princípio territorial que isenta a renda de fonte estrangeira nem o processo de residência.
O que ela faz é confirmar a tese de fundo: um país estável, em crescimento e cada vez mais respeitado pelo mercado internacional. Para quem pesa risco antes de mudar de país ou montar uma empresa, esse tipo de respaldo pesa, e é o alicerce sobre o qual o resto se constrói.
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Fontes oficiais: La Nación (Paraguai, 31 de julho de 2026); Banco Central do Paraguay (BCP); Ministério de Economia e Finanças (MEF). Situação: agosto de 2026.

Sobre o autor
Yannick Schroth
Fundador · Consultor de residência no Paraguai
Vive em Assunção e acompanha brasileiros e portugueses no caminho até a residência, a cédula e uma estrutura fiscal eficiente no Paraguai.
Com apoio local de
Camila RodriguesEspecialista em emigração e relocação · Assunção
Vive em Assunção e acompanha os clientes no dia a dia do processo: documentos, cédula e os passos locais para se estabelecer no Paraguai.





